Mrs. Margot
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    Este já era um lançamento muito esperado por mim, já há muito tempo que via as bloggers literárias brasileiras que sigo a tecerem os melhores elogios sobre este livro e quando finalmente foi publicado em Portugal, tive logo que o comprar e ainda bem que o fiz, porque posso começar por dizer que foi a melhor leitura que fiz este ano (até agora).
    O livro "Mil Beijos" da autora Tillie Cole é um lindo romance young-adult, cheia de metáforas bonitas para levarmos para a vida, não quero entrar muito em spoilers porque há uma razão para este livro ser muito bonito, essa razão passa pelo twist, pela razão que a protagonista corta relações com o rapaz que ama... só digo, vale muito a pena ler!


"A vida é frágil. E nessa fragilidade há força. Há amor. A vida é curta. Vive intensamente e ama ainda mais. Vive uma vida bela."


Título em Portugal: Mil Beijos
Título Original: A Thousand Boy Kisses
Autor(a): Tillie Cole
Nº de Páginas: 368
Lançamento: 05/2019
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
    Um rapaz.
    Uma rapariga.
    Um elo que se forma num segundo. Um amor que nem o tempo ou a distância poderão destruir, pois é eterno…

    O jovem Rune Kristiansen está de regresso a Blossom Grove, na Georgia. Foi nessa pacata vila que, com apenas cinco anos, conheceu o amor da sua vida: Poppy Litchfield. Foi lá que cresceram juntos, que planearam um futuro a dois. Quando Rune foi obrigado a partir, os jovens trocaram juras de amor eterno. Poppy prometeu esperar… e subitamente, deixou de dar notícias.

    O que terá levado Poppy a remeter-se ao silêncio?
    Como pode ela ter esquecido tudo o que viveram juntos?
    Para poder avançar com a sua vida, Rune está decidido a deslindar o mistério do afastamento de Poppy. E também completar uma estranha e já antiga missão.

    Mas Rune não podia adivinhar que o pior golpe ainda está para vir….

    Depois de ler Mil Beijos, dificilmente irá esquecer o nome da sua autora, Tillie Cole. Vai rir, vai chorar, e vai reviver também o grande amor da sua vida…

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    Tenho lido cada vez menos, não só por causa de não andar com tanta cabeça para isso, como também tive várias leituras frustrantes seguidas, algumas deixadas mesmo a meio (coisa rara em mim), por isso já há algum tempo que não lia um livro tão bonito, que me fizesse chorar tanto.
Valeu a pena esperar pela edição portuguesa e ler uma história comovente.

    O amor de Poppy e Rune é transcendental, parecem duas almas velhas que se encontraram em criança e viveram um amor intenso, um verdadeiro conto de fadas, mas que estava destinado a ser um romance curto... Um afastamento radical provoca sempre questões, mudanças que podem ser irremediáveis, sobretudo na adolescência, nós mudamos, sentimentos mudam, a revolta parece sempre do tamanho do mundo e é difícil perdoar. O Rune mergulha nessa revolta entrando numa escuridão da qual é difícil sair, não percebendo porque Poppy que lhe jurou o amor eterno, de um momento para o outro deixou de comunicar, de dar notícias.
    Mas como nesta vida de karma, tudo o que vai volta, eles voltam a reencontrar-se...

    Os momentos descritos nesta história são completamente irresistíveis, idílicos... as flores de cerejeira, o nascer do sol, o significado dos mil beijos guardados num jarro...

    Não vou desvendar a razão porque Poppy cortou relações e contacto com Rune, porque essa é uma surpresa que o leitor precisa de ter, mas devo dizer que quando eles se reencontram, as feridas deles, tornam-se as nossas feridas... Chorei mesmo muito, houve alturas que tive que parar, deixar as lágrimas rolarem, soluçar mesmo se preciso, abraçar o livro e só depois continuar...

    Um romance young-adult com uma bonita história de amor incondicional, que ultrapassa todas as barreiras, sabendo que para se amar por inteiro tem que se deixar sangrar, sarar e seguir em frente, não é fácil... o livro foi muito lindo.

    E acabo com uma citação que só percebe quem ler o livro:
    “... e o meu coração quase explodiu.”


Boas leituras! =)
Mrs. Margot

    Uma das minhas mais recentes leituras foi o livro “A Todos os Rapazes que já Amei” da autora Jenny Han, primeiro volume de uma trilogia do género young-adult e que recebeu uma adaptação cinematográfica por parte da Netflix.


Título em Portugal: A Todos os Rapazes que Amei (#1)
Título Original: To All the Boys I've Loved Before (#1)
Autor(a): Jenny Han
Nº de Páginas: 272
Lançamento: 11/2014
Editora: TopSeller

Sinopse:
    «Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
    Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
    Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

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    Desde que saiu este livro fiquei logo muito curioso, sobretudo por causa do hype criado entre a comunidade blogueira literária, estava na minha wishlist e decidi comprar a trilogia toda numa boa promoção que apanhei.
    Quando comecei a ler o livro confesso que rapidamente me arrependi de ter comprado a trilogia, porque estava achar o livro demasiado infantil, tonto, sem grande interesse... mas queria lê-lo até ao fim para ter uma opinião mais fundamentada, foi então que a meio do livro eu já estava conquistado, a história foi ficando mais interessante, os personagens foram crescendo em mim e a leitura foi se tornando cada vez mais prazerosa. Graças a deus o arrependimento passou.

    Lara Jean escreveu uma carta para cada paixão (cinco) que teve e guardou-as na sua caixa de chapéus, eram cartas destinadas a ficarem guardadas para ela, como uma despedida das suas paixões platónicas... só que um belo dia a sua irmã mais nova decide enviar as cartas a cada rapaz e Lara Jean terá que lidar com o confronto de cada um. 
    Um dos seus crushes é o Josh, recente ex-namorado da sua irmã, para evitar o confronto com ele, decide fingir um namoro com Peter K (outro remetente das suas cartas), o namoro dele acabou recentemente, a sua ex-namorada Genevieve trocou-o por um rapaz da Universidade e o namoro falso com Lara Jean ajudará a provocar ciúmes nela.
    O que Lara Jean não estava a contar é que ambos os rapazes começassem a prestar atenção nela e com a proximidade deles, ela terá que decidir para qual o seu coração pende mais. E se para dificultar ainda mais a situação, outro rapaz dos cinco venha baralhar tudo?

    Uma leitura muito querida, fofinha, adorável, a história é jovem, flui muito bem, é rápida de se ler e gostei tanto que quando acabei o livro, tive que começar logo a ler o segundo volume.



To All the Boys I've Loved Before 


8/10

    Em relação à adaptação eu confesso que para não variar eu gostei mais do livro, mas não foi assim uma adaptação muito decepcionante, a escolha dos actores foi boa, a história conta o principal e é um bom filme para ver numa bela tarde de cinema, com umas pipocas ou outro snack, uma boa companhia ou sozinho, um filme do género romance e young-adult gostoso de se ver.
    É daqueles filmes que provavelmente repetiria pela sua leveza.

    Confesso que em relação aos actores, a actriz que faz de Lara Jean é até semelhante àquilo que tinha imaginado, já em relação aos rapazes, idealizei-os mais bonitos (eheh), mas mesmo assim não desgostei dos actores escolhidos porque se calhar tinham uma aparência mais "real", as irmãs de Lara Jean e o pai não têm nada a ver com o que eu tinha imaginado.

    Netflix já está a tratar da adaptação do segundo volume e eu estou muito curioso para ver.


Boas leituras e bons serões! =)
 Mrs. Margot

    Tinha este livro cá por casa, que ofereceram ao namorado, fiquei curioso com o título deste livro, "A Rapariga que Lia no Metro" da autora Christine Féret-Fleury, há livros que podem ser uma verdadeira surpresa, mas não é o caso deste, foi uma desilusão.



Título em Portugal: A Rapariga que Lia no Metro
Título Original: La Fille qui lisait dans le métro
Autor(a): Christine Féret-Fleury
Nº de Páginas: 168
Lançamento: 11/2017
Editora: Porto Editora

Sinopse:
    De segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora matutina, Juliette apanha o metro em Paris. Nesse caminho diário e rotineiro para um emprego cada vez mais rotineiro, a viagem na linha seis é a única oportunidade de que Juliette dispõe para sonhar.

    Aos poucos, essa necessidade espelha-se na observação dos demais passageiros, pelo menos, daqueles que leem: a velha senhora que coleciona edições raras, o ornitólogo amador, a rapariga apaixonada que chora sempre na página 247. Com curiosidade e ternura, Juliette observa-os como se, pelas suas leituras, lhes adivinhasse as paixões, e a diversidade das suas existências pudesse dar cor à sua vida, tão monótona e previsível.

    Até ao dia em que, seguindo um impulso invulgar, decide descer duas estações antes da paragem habitual - e esse gesto, aparentemente inocente e aleatório, acabará por se tornar o primeiro passo de uma experiência completamente alucinante e tão perturbadora quanto a de Alice no País das Maravilhas.

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    Este livro partia de uma ideia muito interessante, mas autora acabou por se divagar em vários assuntos sem nunca aprofundar nenhum deles e acabou por perder a mão a uma ideia que podia ter resultado muito bem.

    A ideia que mais gostei foi sem dúvida os "passadores", pessoas que iam buscar livros ao escritório de Soliman e os entregam a pessoas aleatórias, que após analisa-las lhes entregam um livro que achavam que ia ter alguma importância na vida delas ou que podia ser do gosto delas. Juliette, reparava nos livros que as pessoas liam no metro, descobre por acaso o escritório dos "passadores" e passa também ela a passar os livros para outras pessoas. E é só isto que o livro fala dentro desta temática que podia ter sido tão aprofundada.

    Outra questão interessante era saber qual a história da vida de Soliman e da sua querida filha Zaide, imigrantes em França, mas mais uma vez a autora não revelou grande coisa. 

    Este livro está cheio de referências a outros livros, os apaixonados por literatura vão gostar bastante disso. 

    Toda esta história é uma aventura de Juliette que infelizmente também não se sabe muito sobre ela, apenas se sabe que fazia um trabalho que não gostava e era apaixonada por livros. 

    A ideia deste livro até era muito boa, infelizmente espremida não houve grande história. A autora divaga bastante e não aprofunda nada. É natural que ao ler este livro nos percamos várias vezes sem saber para que rumo a história nos aponta.



Boas leituras! =)
Mrs. Margot
    Eu sou um grande fã dos filmes do Harry Potter, já vi e revi-os algumas vezes e confesso que antes de me tornar um leitor assíduo nunca tive grande curiosidade em ler os livros, muito por causa do hype que todos lhes davam, lembro-me bem da loucura dos adolescentes na minha pré-adolescência e adolescência, muitas vezes esperavam pelos lançamentos à meia-noite, iam para as filas enormes, os livros esgotavam depressa e como sempre fui um pouco do contra, quando todos liam e ficavam viciados, eu tentava ignorar, mas os filmes conquistaram-me logo. 
    Quando me tornei num leitor mais voraz os livros da autora J. K. Rowling ficaram logo na minha wishlist e finalmente tive a oportunidade de ler pela primeira vez, shame on me, o primeiro volume da saga Harry Potter, Harry Potter e a Pedra Filosofal. 


Título em Portugal: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Título Original: Harry Potter and the Philosopher's Stone
Autor(a): J. K. Rowling
Nº de Páginas: 260
Lançamento: Reedição 2016
Editora: Editorial Presença
     



    Não vou mentir a dizer que não esperava mais do livro, esperava, mas também acredito que para quem leu o livro antes de assistir ao filme deve ter tido uma experiência bem diferente, e difícil partir para os livros sem já ter a imagem definida da história e todos os personagens.
    Sobre a história não há muito a dizer, já todos conhecem e devo dizer que fiquei muito surpreendido porque acho que este primeiro livro foi muito bem adaptado, todas as personagens foram incrivelmente bem conseguidas, os cenários, Hogwards, tudo o que é descrito podemos facilmente vê-lo no filme e eu gostei muito desta leitura, apesar de ter demorado a prender-me, quando chegou a meio eu já estava rendido, é uma leitura bastante fluída e prazerosa, até mesmo viciante.
    Quero muito ler o segundo volume, quero comprar estas edições especificas porque elas formam com a lombarda dos livros, o Castelo de Hogwards, acho um verdadeiro amor.



Boas leituras! =)
Mrs. Margot




    Com um ano de 2018 bem complicado a nível emocional uma das coisas que aconteceu foi ter menos motivação para ler, não que não tivesse vontade, mas não conseguia me concentrar, ler alguns livros que para mim não foram muito interessantes também não ajudou e pela primeira vez não cumpri o meu desafio anual do Goodreads, coloquei como meta 36 e apenas li 22 livros.

Estes foram os livros que li no ano de 2018



    De todos os que li no ano de 2018, há alguns muito interessantes e várias leituras que foram prazerosas mas destaco estes 5 que foram sem dúvida dos meus preferidos.


    Podem ler a opinião de quatro deles aqui no blog, 
o último ainda não fiz a review mas está para breve.

    “O Ódio Que Semeias” é um livro do género young-adult com drama à mistura, um livro que retrata a discriminação racial, com uma voz que precisa de ser ouvida, uma história tão boa que foi adaptada ao cinema e eu estou muito ansioso para ver.

    “Sonata em Auschwitz”, eu sou muito suspeito a falar de livros que tenham como pano de fundo a segunda guerra mundial, o holocausto, é um tema que me interessa muito e este livro cumpriu tudo o que espero de um livro dentro desse tema, foi lindo, intenso e eu gostei muito.

    “36 Perguntas Que Me Fizeram Gostar de Ti”, este é um livro do género young-adult, um romance leve, divertido e delicioso de ler, mas quando chega ao fim queremos mais... e consegui chegar à fala com a autora através do twitter, que me garantiu já estar a tratar da sequela, YAY.

    “Sorrisos Quebrados” era talvez dos livros mais aguardados por mim e correspondeu a todas as expectativas, lindo, romântico, intenso, dramático... os personagens apaixonam-nos a cada pagina, uma história de superação, cicatrizar as feridas e abrir espaço para um futuro.    

    “Um Verão em Itália”, li este livro em versão ebook em brasileiro, porque infelizmente ainda não saiu em Portugal, mas espero que seja lançado aqui, porque eu adorei, este é o meu tipo de leitura preferida, romance com viagens e quando se trata de Itália é meio caminho andado para me conquistaR, daquelas leituras gostosas de se ler em qualquer altura, leve, rápida, ideal para ler quando estamos de férias e queremos uma leitura descomplexada. Ainda não fiz a resenha dele, mas estará para breve.


    Como não cumpri o desafio da Goodreads no ano de 2018, este ano reduzi a minha meta para 25, espero cumprir e voltar a ganhar motivação para ler.

Boas leituras! =) 
Mrs. Margot 

    Uma das minhas recentes leituras era um livro que estava na minha wishlist há já algum tempo, desde que o vi lançado na sua versão brasileira, é ele o livro “A Lógica Inexplicável da Minha Vida” de Benjamin Alire Sáenz é uma história dentro do género young-adult.


Título em Portugal: A Lógica Inexplicável da Minha Vida
Título Original: The Inexplicable Logic of My Life
Autor(a): Benjamin Alire Sáenz
Nº de Páginas: 400
Lançamento: 09/2017
Editora: TopSeller

    Confesso que parti para este livro com uma ideia bastante errada, as pessoas que me foram vendendo a ideia do livro é algumas resenhas que vi, diziam ser um romance young-adult lgbt e não podia estar mais longe da verdade, a única coisa que confere é ser mesmo young-adult, este livro não é um romance e não é um livro lgbt, a personagem principal é heterossexual, de lgbt apenas tem o seu melhor amigo e pai que são gays, facto que na minha opinião é completamente irrelevante.


"Só porque o meu amor não é perfeito, não quer dizer que não te ame."

    Sobre este livro ser um romance, pois não é, mas o tema geral é o amor, não de casal, mas os mais diversos amores incondicionais, amor entre pai e filho, amor de família, amor entre amigos e a superação das perdas, Salvador, Sam e Fito são 3 amigos que ao longo do livro vão ter isso em comum, a perda de um ente querido muito importante nas vidas deles e a história mostra-nos como precisamos das pessoas que nos amam para ultrapassar os tempos mais difíceis. Destaco desta história a linda e maravilhosa relação que o Salvador tem com a sua família adoptiva, sobretudo com o seu pai e avó.


    É um livro muito querido que conseguiu arrancar-me algumas lágrimas e que vale muito a pena, tem uma edição muito bonita, os capítulos são muito pequenos e é escrito praticamente em forma de diário pela voz do Salvador, é uma leitura rápida e bastante fluída que me agradou muito.   
    Esta história também conta com a cultura mexicana como pano de fundo, o que para mim acaba por ser sempre uma característica deliciosa de se ler, quando é inserida aos poucos sem dar um excesso de informação, tal como felizmente acontece neste livro.
     



Boas leituras! =)
Mrs. Margot


    O livro "1001 Coisas que Nunca te Disse" da autora Catarina Rodrigues foi lançado pela Oficina do Livro e chegou-me a casa por pura surpresa, pouco conhecia do livro, já tinha visto ser partilhado e comentado através do meu feed do facebook, mas na verdade não sabia nada sobre a história que ele trazia, por isso este foi daqueles poucos livros que me aventurei pelas suas páginas completamente ao desconhecido.


Título: 1001 Coisas que Nunca te Disse
Autor: Catarina Rodrigues
Nº de Páginas: 280
Lançamento: 06/2018
Editora: Oficina do Livro

Sinopse:
    Quando a vida que tens como garantida se desfaz, questionas tudo. Quando alguém te deixa, parte de ti fica perdida. Após um relacionamento falhado, uma jovem mulher decide reescrever a sua história e embarca numa longa jornada. Durante cerca de três anos, viaja por diferentes lugares do Mundo e dentro dela. Entre o passado e o presente, descobre o valor da dor, da perda, da identidade, da felicidade e traça o caminho do perdão. Porque um grande amor muda a tua vida para sempre.

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    Começar por dizer que vou tentar ser justo com esta obra, não querendo fazer comparações porque acho sempre injusto para com os outros e não tendo mesmo nada a ver um com o outro, este livro para mim é como o "Comer, Orar, Amar" de Elizabeth Gilbert, muitos detestam, outros adoram, eu sou dos que adora, porque acho tem que ser lido no momento certo na nossa vida tal como este.

    A razão de achar que este livro vai ter uma receptividade diferente consoante a altura em que o estamos a ler é devido à sua temática, à sua carga emocional que não é fácil de gerir, todos nós já tivemos um desgosto de amor, mas aqui eu acho que a história é maior que isso, não é só o fim de um namoro, é um fim de um projecto a dois, é uma traição tripla, ao projecto planeado, amorosa e de amizade.

    Esta é a história de Sara, uma jovem que viveu uma bela amizade com o David e que essa mesma se transformou em amor. Um amor intenso, de entrega, com planos de se querer casar, ter uma vida ao lado daquela pessoa e tal como esse amor era intenso, também o seu sofrimento o foi, depois de romper o namoro, descobrir a traição do seu namorado com a sua amiga, tudo o que lhe restou foi a dor, a mágoa...


Não te mintas. Não te enganes. Não tentes fingir que está tudo bem. Deixa doer.

    Em género de diário, escrevendo-lhe cartas com tudo o que lhe gostaria de dizer, vamos acompanhando as viagens de Sara, conhecendo um pouco da história de ambos, o passado e o presente.


Dizer que amo é dizer-te adeus todos os dias.

    Como comecei por dizer eu vou tentar ser justo, a razão disso é que eu acho que não foi a melhor altura para ler este livro, porque estou a passar por uma fase em que consigo me relacionar com demasiadas coisas nesta história e com a personagem, a carga emocional é muito intensa e pesada. Houve muitas "cartas" que gostei, mas houve outras que me irritaram um pouco sobretudo com as generalizações, como "todos os homens isto...", "todos os homens aquilo...", acho sempre perigoso e injusto generalizar ou cair em estereótipos.

    Pelo facto de a história ser quase em jeito de diário há pouco diálogo, o que torna a leitura um pouco cansativa, pouco dinâmica e pouco fluída.

    Positivamente tenho que realçar que apesar de não haver capítulos, as histórias em jeito de "carta" são curtas o que é muito funcional para dar uma pausa e depois retomar a leitura sem dificuldade, sem aquele medo de não nos lembrarmos do que aconteceu antes.

    Outro ponto positivo é para aquelas pessoas que adoram citações, este livro tem várias passagens bonitas que vão fazer apontar num bloco de notas para partilhar mais tarde.

    Resumindo, aconselho este livro a pessoas que estejam com a capacidade e força suficientes para encarar uma história com uma carga emocional forte, que vai vos levar numa viagem em jeito de montanha russa de emoções e podem ter uma certeza, este livro não vos vai ser indiferente, vão ser capazes de se relacionar com várias coisas e situações.

    Sem querer dar nenhum spoiler, só posso dizer que quando cheguei ao final, adorei o final que autora deu para este livro, senti-me recompensado pelo caminho tortuoso, foi quase como se tivesse feito justiça, como um verdadeiro fecho de um ciclo. 


Boas leituras! =)


    Este era talvez dos lançamentos mais aguardados por mim, desde que soube da adaptação ao cinema que tinha muita curiosidade em conhecer esta história e fiquei muito feliz que a editora Clube do Autor decidiu lançar a versão portuguesa, "Chama-Me pelo Teu Nome" do autor André Aciman foi a minha mais recente leitura, uma história que está entre as categorias young adult e new adult, um romance lgbt que tem o sul da Itália como pano de fundo.



Título em Portugal: Chama-Me pelo Teu Nome
Título Original: Call Me By Your Name
Autor: André Aciman
Nº de Páginas: 284
Lançamento: 06/2018
Editora: Clube do Autor

Sinopse:
Chama-me pelo Teu Nome é um romance arrebatador sobre o desejo e a experiência da atração. Uma das grandes histórias de amor do nosso tempo, narrada de forma inteligente e imprevisível.

Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.

A mansão sobre as falésias é povoada por um conjunto de personagens excêntricas, com um gosto especial pela boa vida. Mas nenhum dos jovens está preparado para as consequências da atracção, que, durante essas apaixonadas semanas de calor, mar e vinho, faz crescer entre eles o fascínio e o desejo, sentimentos que não conseguem suprimir, apesar de todas as proibições e dos perigos.

Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar.

Chama-me pelo Teu Nome não é só uma história intemporal, é também uma análise franca, bela e dura sobre a paixão - como agimos, pensamos e sentimos. Uma elegia ao amor e um livro inesquecível.
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    Começar por dizer que esperei ler primeiro o livro para depois assistir o filme, estava com muitas expectativas e confesso que não foram correspondidas na totalidade.

    Este livro traz-nos a história de Élio, um jovem de 17 anos que vive no sul de Itália, os seus pais costumam ter um género de programa em que hospedam uma pessoa durante o verão e em troca o pai (que é professor) ajuda essa pessoa com os seus manuscritos. O novo hospede chama-se Oliver, um jovem professor americano de 24 anos e antes mesmo de o conhecer, já Élio o tinha escolhido através de uma fotografia para ser o próximo, algo naquele rapaz inquietava o seu ser, mas foi quando o conheceu pessoalmente que o seu mundo acabaria por dar uma reviravolta.

    A paixão, o desejo, a obsessão de Élio é fruto da descoberta da sua sexualidade, de quem ele é, a confusão, a dúvida típica da idade faz com que não só esse desejo ardente pelo Oliver seja visível, como o seu envolvimento com Marzia parece uma forma de colocar tudo a descoberto, explorar o seu prazer.

    Resta saber se Élio será correspondido, se os sentimentos de Oliver se assemelham aos seus e caso isso aconteça, como será o futuro daquela relação... Desta descoberta e aventura somos presenteados com vários momentos deliciosos outros bastante perturbadores.

    Esta história é-nos contada quase em jeito de diário, a escrita quase nos transporta para os olhos de Élio, conseguimos observar tudo através da sua experiência e isso é bom porque trouxe à escrita uma grande intensidade, a percepção dos seus sentimentos, o seu desejo, a sua confusão... nós conseguimos sentir a cada palavra.

    Um dos pontos que eu acho que o autor pecou foi pelo excesso de intensidade de Élio, quase como se tivéssemos a ler os seus pensamentos a toda a hora, a leitura não foi tão fluída porque houve muito pouco diálogo com Oliver, na verdade deixou-me com bastante pena não conseguir conhecer mais desse personagem, o pouco que se conhece é fruto da observação de Élio.

    Além do ponto anterior negativo, também tenho que realçar que o final foi para mim muito decepcionante e mesmo frustrante, não sou o maior fã de finais em aberto, gosto de uma boa conclusão, mesmo que ela não me agrade, o que não acontece neste livro e essa foi a grande diferença que eu senti em relação ao filme, este foi dos poucos casos que gostei um pouco mais do filme e foi exactamente por causa do final, porque o filme tem um final que é definitivo, bom ou mau, é definitivo, não deixa nada em aberto.

    Uma coisa é certa, gostando ou não desta leitura, é um livro que não deixa ninguém indiferente, tem muita coisa boa, outras questões podem ser meramente um gosto pessoal. Fico bastante satisfeito que haja editoras a pegarem em livros com temáticas lgbt, acho muito importante porque a oferta não é muita, sobretudo em Portugal.

    É uma leitura que não é muito massuda, apesar de como referi a cima, podia ser mais fluída, é uma boa leitura e aconselho depois a assistirem o filme, porque é definitivamente uma boa adaptação.



Boas leituras! =)

    "Sorrisos Quebrados" da autora Sofia Silva era um livro que eu já queria ler há muito tempo, desde que o vi lançado no Brasil apaixonei-me de imediato por esta capa e não só fiquei feliz por terem-no publicado em Portugal, como adorei que tivessem mantido a capa, é um livro que acho que se pode catalogar no género "new adult", um romance, um drama... uma história que podia ser real.


Título: Sorrisos Quebrados
Autor(a): Sofia Silva
Nº de Páginas: 256
Lançamento: 05/2018
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
    Mais de 1 milhão de leituras na plataforma online Wattpad em apenas 1 ano Paola está num momento chave da sua vida. Vai ter de decidir se quer continuar a viver ou se vai deixar-se morrer às mãos do homem por quem um dia se apaixonou e com quem veio a casar. Como foi possível que aquele homem bem parecido, poderoso e deslumbrante se tornasse no monstro que a está a destruir? Mas Paola decide viver.

    E, no mais improvável dos lugares, vai encontrar de novo a luz e descobrir que, afinal, é possível amar outra vez. Sorrisos Quebrados marca a estreia de Sofia Silva na escrita de ficção. Um romance sobre violência doméstica, abuso sexual e as segundas oportunidades que a vida por vezes reserva.
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    Esperava sinceramente um romance cor-de-rosa e de facto, este livro não correspondeu a essa realidade, o que me fez gostar ainda mais dele foi essa surpresa, é quase como se fosse um palácio em ruínas, uns vêem apenas destroços outros vêem a sua beleza.

    Esta é uma história de amor, nas suas mais diversas formas, começando naturalmente pelo amor próprio, o amor pelo outro, o amor pelos filhos, o amor pela vida. É uma história de coragem e superação, de transformar dor em vida. Este livro é um bom drama que preencheu todos os requisitos que gosto numa leitura e além disso está recheado de passagens tão bonitas, que dá vontade de espalhar essas citações.


"Passei a ter receio de respirar perto dele, ou parar de respirar nas mãos dele."

    A autora apresenta-nos as primeiras páginas deste livro como um verdadeiro murro no estômago e sem aviso prévio, entramos numa espiral de violência que culmina na quase morte de Paola, que fica desfigurada e com cicatrizes por todo o corpo, quando o seu marido tenta mata-la. Paola sofre de violência doméstica e no dia que ganha forças para fugir, quase foi o seu fim.


"Às vezes, encontramos conforto no lugar que um dia tememos."

    Paola está internada na Clínica há alguns anos por opção, passa os seus dias a pintar e um dia conhece Sol, um pequeno raio de luz, filha de André, um homem alto e robusto. Entre a pequena menina e Paola cresce um forte sentimento inexplicável, talvez pelas suas semelhanças, Sol foi magoada no passado e não consegue se relacionar com outras crianças, com outros adultos, excepto o seu pai e os seus avós.


"Às vezes, precisamos olhar para as pessoas com o coração e não com os olhos, pois só assim vemos quem realmente são."

    Há traumas difíceis de ultrapassar, há marcas difíceis de apagar, as físicas que Paola enverga são impossíveis de disfarçar e as emocionais, precisam de sarar pouco a pouco.
    A paixão entre ela e André é inevitável, mas existem questões que os impedem de construir uma relação, ela não consegue confiar que um homem não a vai magoar e ele não quer voltar a confiar numa mulher que quase lhe destrói a vida.

    É uma história que se lê num instante, por vezes difícil de encarar, sobretudo com temas tão pesados como a violência doméstica e o abuso infantil, mas é viciante, é bonita, tem analogias lindas, com momentos verdadeiramente irresistíveis, uma pitada de erotismo mas com muito bom gosto e os personagens são deliciosos, é fácil sentir uma enorme empatia por Paola e é muito fácil apaixonarmo-nos pelo querido André, aquele gigante com um coração meigo e protector.


"O universo pode ser um lugar escuro, mas basta uma estrela para o iluminar."

    Correspondeu a todas as minhas expectativas, gostei muito desta leitura e estou curioso para ler os próximos 3 volumes que a autora vai lançar desta série, segundo ela são leituras independentes mas que têm ligações entre eles e que o último explicará algo que mudará a visão de toda a série. 


"Juntos descobriremos que os sorrisos mais lindos estão escondidos nos rostos mais tristes."



Boas leituras! =) 

    A segunda temporada da série "13 Reasons Why" é lançada amanhã e para reavivar a história na minha cabeça decidi ler recentemente o livro, que estava na minha estante à espera de uma oportunidade para o ler, então juntei o útil ao agradável. A minha mais recente leitura foi o livro "Por Treze Razões" do autor Jay Asher, uma história do género young-adult. 


Título em Portugal: Por Treze Razões
Título Original: Thirteen Reasons Why
Autor(a): Jay Asher
Nº de Páginas: 232
Lançamento: 04/2017
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
Se estás a ouvir isto, é porque é tarde de mais

    Não podes parar o futuro, nem voltar atrás ao passado. A única maneira de perceberes o mistério... é carregando no play. 

    Clay Jensen não quer ter nada a ver com as cassetes gravadas por Hannah Baker. Hannah está morta. Os seus segredos foram enterrados com ela. Mas a voz de Hannah diz a Clay que o nome dele está gravado naquelas cassetes e que ele é, em parte, responsável pela sua morte. 

    Clay ouve as gravações ao longo da noite. Ele segue as palavras gravadas de Hannah pela pequena cidade onde vive… e o que descobre muda a sua vida para sempre.
______________________________________________


    Tenho que referir que como já tinha visto a série primeiro, então esta história não foi nenhuma surpresa, primeiro que tudo acho que a adaptação foi muito bem feita e talvez (o que é raro para mim) até consiga superar o livro, mas no fundo acho que se completam muito bem.

    Das diferenças que mais notei foi talvez o personagem Clay do livro ser um jovem um pouco mais depressivo, o que confesso que me surpreendeu um pouco, sobretudo por ele neste livro pensar no seu próprio suicídio.

    Não me perguntem porquê porque não saberei explicar, mas a pessoa que mais odiei na série com todas as minhas forças foi a Courtney, neste livro acho que ela passa bem despercebida, sem grande graça a história com ela, sem muita importância no fundo, talvez tenha sido a personalidade da actriz da série que tenha criado estas emoções viscerais.

    Ao finalizar o livro, só posso dizer que o elenco da série foi muito bem escolhido, sobretudo no caso do Clay e da Hannah, acho que eles reflectem na perfeição o carácter das personagens do livro, captaram toda a essência de cada um.

    No entanto senti falta, acho que é aí que a série serve de complemento, foi da parte envolvida dos pais, neste livro ela é praticamente nula e acho que era essencial nesta história, ver o sofrimento dos pais, as responsabilidades que também eles tiveram, as situações que os levaram a serem tão "distraídos" e a reacção deles às cassetes, faltou isto tudo que só podemos ter com série.

    A história é viciante, verdadeiramente intensa, consumi-a num instante, queria sempre ler mais mesmo que estivesse a morrer de sono e tivesse que ir dormir. Uma excelente história young-adult que nos traz inúmeras reflexões necessárias e urgentes nos dias que correm, uma grande chamada da atenção para prestarmos mais atenção ao Outro, a quem nos rodeia, a sermos simpáticos, a interessar-nos pelo bem estar dos outros, sobretudo numa era das redes sociais, onde podemos sofrer ou ofender alguém num segundo, o ódio propaga-se muito mais facilmente, se o bulliyng já era algo bastante preocupante, o cyberbullying não lhe fica nada atrás. Temos que ter noção que os nossos actos podem de facto destruir vidas!!! 

Mais um item cumprido do desafio literário a que me propus neste ano Ano Literário + Desafio




Boas leituras! =)




    Fui contactado recentemente pelo próprio autor do livro "Pássaro que Voa", Claudio Hochman, que a par com a editora Livros Horizonte deram-me a oportunidade de ler o livro, tenho que agradecer porque não só foi uma boa surpresa, de um género literário que não estou acostumado, como é um livro cheio de emoções.

Título: Pássaro que Voa
Autor(a): Claudio Hochman
Nº de Páginas: 120
Lançamento: 01/2018
Editora: Livros Horizonte
Sinopse:
"Quase em segredo, disse-me que o sonho mais típico era o de voar. Os imigrantes sonham que voam. É uma maneira de poderem regressar à sua terra sempre que quiserem, sussurrou-me."
Cinquenta depoimentos, Ficções misturas com realidade, por vezes dura. As migrações: um dos grandes problemas actuais tratado com uma criatividade afectiva que não esquece a dureza do tema.
__________________________________


    Começar por dizer que tenho alguma dificuldade em classificar este livro no seu público alvo, se por um lado à primeira vista diria é um livro infantil, por outro lado acho que só da adolescência em diante é que poderiam perceber as mensagens que estão em cada história relatada, aliás acho mesmo que são histórias que fazem qualquer adulto reflectir.
    Este livro é um conjunto de histórias que tem por base as imigrações, emigrações e migrações, cada história com a sua bonita ilustração feita pela Carlota Madeira Lopes, que na altura tinha 11 anos.



    Há histórias felizes capazes de nos deixar um sorriso no rosto, mas há muitas que na verdade são muito duras, que tocam em temáticas sensíveis, como o racismo, a xenofobia, o preconceito, a pobreza, a saudade... Por vezes deixaram-me incomodado, no bom sentido, espicaçaram-me, obrigaram-me a encarar de frente a realidade, a reflectir.

"É verdade que estamos sós. Que os nossos filhos não têm cá nem os avós, nem os tios, nem os primos. Que ninguém os vê crescer e nós não vemos crescer os filhos dos outros. Que não podemos estar com os nossos pais nos momentos mais difíceis. Mas nada disso importa. Estamos bem. Sem sentido de humor, sem sentido nenhum, mas estamos bem."

    Não estou acostumado a ler este tipo de livros, mas só posso dizer que gostei muito, tanto que tentei ler lentamente, um pouco de cada vez para aproveitar bem o livro, história a história, saboreando tudo o que autor tinha para oferecer.
    O livro é pequeno, portanto a sua leitura é muito rápida, as ilustrações são muito bonitas e é divido em duas partes, a primeira com as histórias que nos dão a conhecer cada pessoa em particular e a segunda parte com histórias que nos trazem continuações, encontros, desencontros e ligações entre algumas das pessoas. 

    Para alguém como eu que não tem a família por perto, sei bem o peso da distância, da saudade, a minha progenitora vive na França, o meu pai na Suíça com um dos meus irmãos, outro irmão está na França, a minha irmã apesar de viver em Portugal, vive a 300km de mim... muitos tios, primos, amigos vivem fora de Portugal e eu não consigo nem imaginar o que isso é, o sentimento de estar longe da sua terra, das suas pessoas...

    Este é um livro carregado de emoções, uma boa surpresa, ideal para quem precisa de deitar abaixo algumas barreiras, libertar-se de alguns preconceitos... Encher o coração e lavar a alma.



Boas leituras! =)


    O livro Livro-te: O Coração de Simon Contra o Mundo da autora Becky Albertalli é somente um dos meus livros preferidos de sempre, tanto o é que o li duas vezes. Quando vi este novo da mesma autora, "os 27 Crushes de Molly" tive logo bastante curiosidade para o ler e apesar de não chegar aos calcanhares da história de Simon, é um bom romance young-adult que li em formato de ebook.


Título em português (br): Os 27 Crushes de Molly
Título Original: The Upside of Unrequited
Autor(a): Becky Albertalli
Nº de Páginas: 320
Lançamento: 14/08/2017
Editora: Intrínseca
Sinopse:
    Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezassete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gémea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.

    Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.

    Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa ténis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?

    Em Os 27 crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.
__________________________________

    Começar por dizer que adorei a referência e participação do Simon e Nick, do livro "O Coração de Simon Contra o Mundo, sendo um dos meus livros preferidos de sempre, foi bom ter um bocadinho dos personagens de volta.

    Noto um padrão nas histórias de Becky Albertalli, além dos protagonistas serem jovens, ela inclui mais uma vez uma história LGBT, neste caso o amor entre duas mulheres e eu não posso ficar mais satisfeito com isso, a mostrar a diversidade, os vários tipos de amor e neste caso de família, tudo é amor.

    A história de Molly, é uma história bonita, inocente, adolescente e com um toque especial que a autora consegue sempre dar.

    Molly e Cassie são gémeas de 17 anos, mas bem diferentes fisicamente, Molly é uma rapariga com excesso de peso, nunca namorou nem sequer beijou um rapaz, tendo apenas os seus “crushes” totalmente platónicos, que ela vai listando. Elas foram geradas pelo método de reprodução medicamente assistida, filhas das suas duas mães Patty e Nadine.

    As irmãs são muito unidas até ao dia em que Cassie começa a namorar com Mina e a relação entre elas muda, mas quase ao mesmo tempo na vida de Molly aparecem dois rapazes que podem vir a figurar na sua lista como o Crush número 27, mas será que ela não está a interpretar mal os sinais de cada um? Será que estarão mesmo interessados nela? Dará ela chance ao rapaz certo? Tomará finalmente uma iniciativa sem o medo de ser rejeitada?

    Este é um romance young-adult, com diversas temáticas, o primeiro amor (lgbt ou não), o primeiro beijo, a primeira vez, as paixões, os crushes, família... É uma leitura leve, rápida, com capítulos pequenos, personagens agradáveis e carismáticas, confesso que esperava mais, mas no entanto foi sem dúvida uma leitura bem simpática, prazerosa, memorável e que no balanço final posso dizer que gostei muito.


Boas leituras! =)

    Uma das minhas mais recentes leituras foi o primeiro volume da série "Real", com o mesmo título, da autora Katy Evans, um romance erótico que eu tinha muita curiosidade em ler, aproveitei que o tinha em ebook e fui lendo-o aos poucos entre outras leituras.


Título em português (br): Real #1
Título original: Real #1
Autor(a): Katy Evans
Nº de Páginas: 304
Lançamento: 2014
Editora: Novo Século
Sinopse:
    Remington Tate tem a reputação de ser um bad boy, dentro e fora do ringue. É conhecido também pelo corpo escultural e pelo poder, sexy e selvagem, que emana de cada gota de suor, levando toda e qualquer mulher que o veja a um verdadeiro frenesim. Em seus olhos, brilha um desejo brutal, devastador e real.
    Brooke, uma especialista em fisioterapia desportiva, é contratada para manter aquele corpo funcionando como uma máquina mortal. Esse parecia ser seu emprego dos sonhos, mas, ao circular pelo perigoso circuito de lutas clandestinas com Tate e sua equipe, Brooke passa a ser dominada por um novo sentimento, um fogo e uma necessidade com os quais ela não sabe lidar.
    O que começa com um simples flirt pode virar uma obsessão sexual incontrolável. Terríveis segredos serão revelados, e Brooke deverá lutar para manter-se sã, discernindo o que há de real e o que é pura ilusão em seus próprios sentimentos.
    _______________________________________

    Romance erótico era um género que nunca me chamou muito atenção e quando decidi experimentar o género literário acho que tive demasiada sorte, porque sinceramente esse primeiro foi o único que amei verdadeiramente, Livro-te: O Ar Que Ele Respira continua a ser o meu livro preferido dentro deste género e acho que será difícil superar, apesar de também ter gostado da série Livro-te: Série - A Rapariga do Calendário, não chegou aos calcanhares do primeiro, com isto para dizer que este livro foi uma desilusão para mim.
    Na mesma linha do Cretino Irresistível, também achei que este livro "Real" peca pela falta de envolvimento com os personagens e com a história, é tudo um pouco vazio, um homem e uma mulher conhecem-se, desejam-se ardentemente e têm sexo, é sempre estas premissas que me irritam no mundo da literatura erótica, eu gosto que tenha alguma história por trás dos personagens principais, neste caso a história de Brooke é quase nula, Remi tem uma história forte que explica um pouco do seu comportamento intempestivo e ao mesmo tempo protector, se autora tivesse desenvolvido mais a história dele e tivesse dado uma mais interessante a Brooke o livro tinha sido bem diferente.

    Outro ponto que me faz abandonar esta série, tal como abandonei a do Cretino Irresistível sem dó nem piedade, é que para mim existe um final neste livro, não ficou em aberto, facto esse que confesso não dá vontade de ler o próximo volume, porque tudo o queria saber, fiquei a saber com o final deste livro.

    Sobre a história pouco há para dizer, acho que a sinopse reproduz bem do que o livro trata e sobre a edição do ebook fica pouco por dizer, tem alguns erros, mas é uma leitura rápida, fluída até, os capítulos são relativamente curtos e facilmente identificados por numeração. 

    Acho que é um livro para quem gosta verdadeiramente do estilo e não se importa com uma história mais vazia de conteúdo, também para aqueles leitores que gostam de histórias com "playlists", esta é uma dessas histórias porque a música é uma constante até para a comunicação entre Brooke e Remi, com boas sugestões musicais. 


Boas leituras! =)

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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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