Mrs. Margot
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Foto ilustrativa retirada da net, editada por mim. ©Bruno Palma Fotografia
    As minhas memórias felizes na Páscoa são praticamente passadas na casa da minha avó materna em Lemede, quando começava às minhas férias escolares da Páscoa costumava ir para casa dela para a ajudar a fazer os bolos da Páscoa, que é o folar típico da minha zona, a minha avó sempre fez para vender e devo dizer que eu adorava, nunca senti que estava a “trabalhar”, era um gosto e a minha avó deixava-me fazer os meus próprios bolos com os restos de massa, na minha família comemos esses folares o ano inteiro e todos nós gostamos deles mal cozidos.

Há dois anos fiz, ficaram muito bons e partilhei aqui a receita: Bolo da Páscoa
    No forno a lenha não ia só os bolos, também fazíamos bolas de carne e broas.
    A preparação para o dia da visita Pascal (que é à segunda-feira) começava sempre na sexta feira e/ou sábado onde ia com a minha avó apanhar algumas folhas de plantas específicas que se coloca no chão da rua e na entrada de dentro de casa para o padre passar, não sei o nome delas, apenas do alecrim e é um cheiro que eu amo, transporta-me imediatamente para esses momentos felizes. Em alguns campos perto das vinhas começam aparecer as primeiras papoilas, adorava apanhar o botões ainda fechados e abrir para ver qual era a cor, pois havia vermelhas, laranjas e amarelas... também me lembro de à medida que caminhávamos eu apanhava algumas flores que nós chamávamos de “mijonas” (o nome varia de terra para terra), umas flores amarelas que nós trincávamos o cale que era azedo e agradável.
    
Imagem retirada da net, meramente ilustrativa

    Nunca houve um prato típico em casa da minha avó, era muitas vezes chanfana, mas também podia ser bacalhau em cebolada com batatas a murro, favas com chouriço... a minha avó fazia pratos que sabia que a maior parte da família ia gostar.
    Depois de almoçar, a mesa era posta para a visita do padre, as fatias do folar da Páscoa, as broas, as bolas, as amêndoas e sempre a garrafa de jeropiga.

    Em alguns anos, após sair de casa da minha avó, íamos para a terra do pai da minha irmã, lá tinham uma tradição que todas as crianças adoravam (eu, inclusive), num pequeno largo com grandes sacos do lixo pretos cheios de amêndoas, eles atiravam as amêndoas e as crianças corriam com os seus sacos para os encher das mesmas.

    Nunca liguei propriamente ao lado religioso desta época, mas sempre gostei das tradições, dos momentos em família, os cheiros que ainda hoje consigo sentir, do forno a lenha e dos seus preparados, das plantas e até da jeropiga que muitas vezes molhava nos lábios. Eram bons tempos.



Uma feliz Páscoa a todos,
dentro do possível nestes tempos.
Mrs. Margot

    Hoje a publicação vai ser diferente, em tom de desabafo, quando criei o blog ainda não se falava dessa tal coisa de ser “influencer”, mas foi com esse objectivo de influenciar  as pessoas com as minhas publicações que o criei, seja a ver um filme, ir a um determinado restaurante, ler um livro, seguir uma receita, ver uma peça... Os meus blogs anteriores tinham sido mais pessoais, mais do género diários e acabei por me cansar de expor-me tanto.

    Não dá para continuar a fingir que estou bem, continuar a fazer publicações como se tudo na minha vida fosse cor-de-rosa, não, não está tudo bem e essa é a razão para não estar tão activo no meu blog e no blog dos outros, desculpem-me... Estou a passar talvez por um dos momentos mais difíceis da minha vida, sem me querer alongar muito sobre esse assunto, estou a lidar com uma perda, perda de uma vida que tive e aprender a tentar viver uma nova. Sai da cidade onde estava, temporariamente ou não, a verdade é que agora não tenho tanto material para criar conteúdo para o blog e sinceramente não tenho tido vontade nenhuma, tenho-me obrigado a não desistir deste meu cantinho que tanto trabalho me deu a construir e que só me trouxe coisas boas. Pouco a pouco espero voltar a uma normalidade.
    É difícil estar perto dos 30 anos e deixar de acreditar em contos de fadas, acho que continuava a manter uma certa inocência e uma capacidade de sonhar que infelizmente só me trouxe dissabores, foi altura de colocar os pés na terra e de encarar a realidade.
    Nestes últimos dois meses tenho passado por dias de puro tormento, agonia, desespero, depressão, solidão, desilusão... bati no fundo do poço, acho que nunca tinha batido tão fundo na minha vida, achei sinceramente que desta vez não ia conseguir sair.
    Esta fase ainda não acabou... e não sei quando ou se algum dia irá caminhar na direcção certa, mas saio disto tudo com uma certeza e uma força sobrenatural de agarrar a vida, de fazer diferente... Ser diferente, aprender com os erros que cometi para comigo mesmo.


    É quase filosófico (e talvez um pouquinho cliché) isto de “voltar às raízes” mas a verdade é que acho que precisava de voltar à minha aldeia, voltar ao sítio onde fui verdadeiramente feliz... Sempre que penso em momentos felizes na minha infância, as minhas memórias levam-me sempre para aldeia que me viu crescer e voltar a andar de bicicleta foi juntar o útil ao agradável, já não andava há uns 10 anos e foi tão bom sentir o vento sobre o rosto, a liberdade, a felicidade do que é simples, do imediato, da urgência de sentir-me "eu" por inteiro...

    Perdoem-me pela publicação menos feliz, mas cansei-me de fingir que está tudo bem, de colocar um falso sorriso no rosto, de escrever como se a minha vida estivesse maravilhosa... Não está. Quando fiz a publicação a assumir a minha identidade, também prometi a mim mesmo que traria futuramente publicações mais pessoais, mais intimistas... ser mais eu, dar mais de mim... As próximas serão melhores, prometo, porque acho que estes espaços também servem para dar um pouco de cor-de-rosa à vida das pessoas, trazer alento, ânimo, aconchego, distracção... Mas desta vez precisava de extravasar as minhas emoções, mostrar a realidade e passar a mensagem para quem está a passar por algo semelhante, que não estão sozinhas e que por mais negras que as coisas aparentem estar, haverá com toda a certeza, dias melhores, aguentem os dias, agarrem-se a qualquer ponto positivo por mais que ele aparente não existir ou parece tão pequeno, vocês valem a pena, são merecedores.


Espero que tenham uma boa semana!



Estranho-te. Renego-te. 
Temo não conseguir olhar-te com bons olhos uma vez mais.
Conviver contigo agoniza-me.
A minha boca não resiste e a minha força não persiste.
São momentos, escassos momentos de destemor.
Quero-te de volta, não o agora, o que outrora foi meu.
Tocar-te, sentir-te meu, sentir-me eu.
Conheço-te, mas não te reconheço.
Vejo-te confinado com ânsias de ser libertado.
O medo invade-te e impede-te. 
Um dia amo-te. Nesse dia serás tu. 
Espero-te.

- Miss Margot

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Tiago Cripton Marques
Lisboa | Portugal
Fashion Couture Student
Foodie | Book lover

Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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