Eu sou um grande fã da Eurovisão, quem me conhece sabe o quão o sou e já há muitos anos que tinha o desejo de ver o festival da Eurovisão ao vivo, quando por felicidade ganhámos e era Portugal a sediar o festival e ainda mais em Lisboa, confesso que para além de ter chorado, era desta que ia realizar um sonho.
Desde que me conheço por gente que me lembro de assistir ao Festival da Canção e consequentemente à Eurovisão, mas foi em 2003 que a minha atenção despertou devido à nossa canção desse ano, a Rita Guerra (cantora que gosto muito), em 2005 apaixonei-me pelo festival e a partir daí vi sempre, em 2008 tornei-me fã acérrimo, sabendo todos os artistas, canções e começando a ver até selectivas de outros países, como quem diz, os festivais da canção de outros países para escolher os seus representantes, como o Melodifestivalen (Suécia), Eesti Laul (Estónia), Sanremo (Itália), entre outros.
Infelizmente só consegui bilhetes para a final, mas durante a semana que antecedeu fui algumas vezes à Euro Village que era no Terreiro do Paço e onde a entrada era gratuita, no sábado passei lá por acaso aquando da minha ida a uma loja comprar tecidos e qual não foi a minha sorte de ir à Euro Village e encontrar artistas concorrentes da Eurovisão a ensaiar, o que naturalmente adorei, ainda por cima 3 delas não foram à final e eu tive oportunidade de as ver ao vivo, Bélgica, Suíça e Letónia.
No dia seguinte aconteceram alguns tributos e eu fui ver o tributo a Simone de Oliveira, com a própria, a Marisa Liz e a Aurea, quem me conhece sabe o quão adoro e admiro esta senhora e poder assisti-la ao vivo mais uma vez, na companhia de duas das minhas cantoras portuguesas preferidas e ainda por cima gratuitamente? Perfeito, foi uma noite tão bem passada, sai de lá de alma lavada.
E claro a final da Eurovisão, onde estive presente, os meus lugares eram perto da green room onde pude ver bem os artistas, só posso dizer que foi um óptimo espectáculo, tudo muito bem organizado. Em relação às músicas a minha preferida a ganhar era a Estónia, mas como sabia que havia pouca probabilidade, estava a torcer por Chipre.
Em relação à vencedora, ganhou a Netta, representante de Israel e não me incomodou a sua vitória, apesar de não ser a minha favorita, ganhou algo diferente e diversidade é o lema da Eurovisão, o que mais me entristece é a quantidade de comentários de ódio e ofensivos à cantora, não gostar da música e actuação dela é legítimo, mas ler comentários/posts pelo facebook, até de mulheres que se consideram supostamente feministas, a chamá-la de gorda, feia, baleia (entre outros nomes), assim como pessoas a ofenderem-na pela situação de Israel e da Palestina, vamos lá ver se nos entendemos, a Eurovisão foi criada para unir os povos em torno da música e da arte, se há política? Sempre houve! Mas estes artistas representam o seu país, não os seus governantes, a Cláudia Pascoal deve ser responsabilizada por quem governa o país? Não, nós nem sabemos o partido dela e não interessa. E se recuarmos ao tempo da ditadura em Portugal? Então porque haveremos de vaiar a cantora russa? Ofender a cantora israelita? Ou invadir um palco para atacar a cantora inglesa sobre o brexit? Enfim, esse é o lado que sempre me entristece.
Os ataques também vieram à música portuguesa e acho tão pequenino as pessoas acharem que quem não passa à final ou fica em último lugar tem uma péssima música/performance. Em 43 músicas este ano eu gostava de umas 38 e não é por não terem ido à final ou terem ficado em último que eu acho que sejam más músicas. E Portugal esteve bem sim, ponto final.
Para o ano há mais, mais festival, mais polémicas, mais música.
Sonhem e realizem! =)


















































